HISTÓRIA

Estudantes de Campo Grande conhecem monumento do C-115 Buffalo

Publicado: 27/09/2013 15:00
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Fonte: BACG

O monumento do Avião C-115 Bufallo, inaugurado na Base Aérea de Campo Grande no dia 13 de setembro, recebeu nesta sexta-feira (19/09), a visita de 30 alunos da Escola Municipal Juscelino Ferreira Guimarães, de Paraíso das Águas (MS). “Foi muito importante para nossos alunos conhecerem parte da história deste avião e da própria Força Aérea”, disse o professor Joelton Ferreira de Abreu, que acompanhou a visita.

Visita de escola  SD Marton / BACGO Suboficial Lenivaldo Dias da Costa, hoje integrante do 1º/15º Grupo de Aviação, contou para os alunos sua experiência no Bufallo. “Voamos para locais afastados, levando todo o tipo de carga para ajudar as pessoas que moravam em lugares praticamente isolados de nosso Brasil. Esse avião era chamado de ´tatanka´ pelos índios, o que quer dizer búfalo. As asas dessa máquina ajudaram no desenvolvimento de nosso País”, disse. O C-115 Bufallo que se tornou monumento, pertenceu ao 1º/15º Grupo de Aviação nas décadas de 70 e 80, e foi totalmente restaurado, com o máximo de sua originalidade.

História de um guerreiro

A Força Aérea Brasileira foi um dos maiores operadores do bimotor canadense De Havilland DHC-5A Buffalo, com uma frota de 24 unidades adquiridas diretamente da fábrica em 1968. Matriculados de FAB-2350 a FAB-2373, eles foram distribuídos entre três unidades, o 1º/1º GTT "Esquadrão Cascavel" (Rio de Janeiro/RJ), o 1º/15º GAV "Esquadrão Onça" (Campo Grande/MS) e o 1º/9º GAV "Esquadrão Arara" (Manaus/AM). O 1º/9º GAV foi a última unidade a operar os C-115, quando foram definitivamente aposentados em 2008.

Por mais de 30 anos o Bufallo foi o principal vetor de transporte de cargas pelo interior da Amazônia, principalmente por suas características de pousos e decolagens curtos (STOL, Short Take Off and Landing) e a capacidade de operar em pistas e locais não preparados. Esses aviões ajudaram a diminuir as dificuldades enfrentadas pelos militares dos Pelotões Especiais de Fronteira do Exército (PEFs) e de comunidades carentes e indígenas em todo o Brasil.

Para que o C-115 se tornasse um monumento em Campo Grande, o desafio foi trazer a aeronave desmontada desde o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). Foram mais de mil quilômetros em rodovias e cidades para que finalmente o histórico avião chegasse ao seu destino.